quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Memória Tricolor: Abel Braga


Após sete partidas sem vencer no campeonato brasileiro de 1999, a diretoria do Paraná Clube decidiu fazer uma mudança no comando técnico da equipe: rescindiu o contrato do treinador Valdyr Espinosa e contratou o técnico Abel braga.
O novo técnico não teria uma tarefa das mais fáceis por um clube corria um sério risco de rebaixamento e restando apenas 8 partidas para o final do campeonato.
Antes de acertar com o Paraná Clube, o técnico Abel Baga já havia recusado ofertas das equipes do Internacional, Remo, Gama e aceitou ser técnico do clube, após ser convencido pelo amigo Zequinha, com quem já havia trabalhado na equipe do Atlético Paranaense no ano de 1997.
A partida de estréia do técnico Abel Braga foi no dia 9 de outubro de 1999, contra a equipe do Corinthians no Estádio do Pacaembu, e apesar da derrota por 1 a 0, o técnico gostou do que viu em campo: "a partida foi equilibrada, onde o Paraná Clube criou pelo menos 6 oportunidades de gol, e falhou na hora da finalização", disse o técnico após a partida.
Na primeira partida diante a sua torcida aconteceu no dia 16 de outubro de 1999, no Estádio do Pinheirão contra a equipe do Gama. Nessa partida o técnico Abel Braga lançou o jovem atacante Márcio (Márcio Ferreira Nobre) e que marcou o gol da vitória.
Mesmo com o pouco tempo de trabalho, Abel Braga conseguiu deixar a equipe com a sua cara ou seja, um time com espírito de luta e com muita raça. Mas isso não foi o suficiente para evitar o rebaixamento do clube para a 2ª divisão do campeonato brasileiro de 2000, pois naquele ano os clubes seriam rebaixados conforme a média dos pontos dos campeonatos de 1998 e 1999.
No início do ano 2000, o técnico Abela Braga tinha um elenco muito jovem e que seria a base para as disputas das três principais competições durante o primeiro semestre: a Copa Sul-Minas, Copa do Brasil e o campeonato paranaense.
Na Copa Sul-Minas o clube fez uma boa campanha, sendo desclassificado na semi-final para a equipe do Cruzeiro.
No início do mês de março, o técnico Abel Braga já preparava a equipe para a estréia na Copa do Brasil no dia 9 de março contra a equipe do Americano de Campos, quando recebeu uma proposta irrecusável para substituir o técnico Antônio Lopes que havia sido demitido da equipe do Vasco da Gama.
Mesmo com pouco mais de 4 meses no comando técnico, a passagem do técnico Abel Braga  foi positiva, pois deixou um time jovem com seu estilo de jogo e lançou para a equipe principal alguns jogadores das categorias de base com o zagueiro Milton do Ó, e os atacantes Ilan e Márcio.

No dia 9 de outubro de 1999. Abel Braga era apresentado como novo técnico do Paraná Clube.

Abel Braga conversa com os meias Jorginho e Fernando Diniz.

Fonte:
Arquivo Pessoal.

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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Diário Tricolor: 12 de novembro de ...

1922
Na partida válida pelo 2° turno do campeonato paranaense o Savóia vence a equipe do Palestra Itália por 3 a 0 na partida disputada no Estádio da Graciosa a equipe do 
A partida foi apitada por Harold Colindo, que segundo o jornal "Gazeta do Povo", agiu a contento geral.
Os gols do Savóia fora marcados por Emílio no 1° tempo e Cuka de pênalti e Henrique.

1949
Na partida válida pelo 2° turno do campeonato paranaense, o Água Verde vencia a equipe do Juventus por 4 a 2.

1966
Na partida válida pela 13ª rodada do 2° turno do campeonato paranaense, o Água Verde vence a equipe do Arapongas por 5 a 0 no Estádio Orestes Thá. 
Carlinhos (2), Natal, Gauchinho e Russinho marcaram os gols do Leão.
A equipe do Água Verde fez uma excelente partida, onde todos os jogadores estiverem bem, mas Carlinhos, Natal e Pedrinho fizeram uma ótima partida.

1967
Na partida válida pela 13ª rodada do 2° turno do campeonato paranaense, São Paulo e Água Verde empatavam e 0 a 0 no Estádio Vitorino Gonçalves Dias.

1980
Na partida válida pela 2ª rodada do 1° turno do quadrangular final, o Pinheiros vence a equipe do Cascavel por 1 a 0 no Estádio Durival de Britto e Silva.
O gol da partida foi marcado pelo zagueiro Manoel do Cascavel aos 16 minutos do 1° tempo.
A equipe do Pinheiros jogou com: Wilson; Paulinho, Osíres, Osni e Escurinho; Didi, Sérgio Zaia e Luís Antônio; Baianinho, Casinha e Zé Carlos ( Maurício). O técnico era Hélio Alves.


Fonte: Jornal Tribuna do Paraná, 13 de novembro de 1980. 
 1994
Na partida válida pela 4ª rodada do 2° turno da 2ª fase - Grupo E do campeonato brasileiro, o Paraná Clube vence a equipe do Fluminense por 4 a 1 no Estádio Erton Coelho de Queirós.
Denílson aos 38 minutos e Tadeu aos 47 minutos do 1° tempo; Adoílson aos 24 minutos e aos 31 minutos do 2° tempo.
O Paraná Clube jogou com: Régis; Denílson, Marcão, Edinho Baiano e Ednélson; Hélcio, Tadeu, Paulo Miranda e Adoílson ( Ageu); Carlos Alberto Dias (Ney Júnior) e Caludinho. O técnico era Rubens Minelli.

1995
Na partida válida pela 8ª rodada  do cuzamento dos grupos AxB do campeonato brasileiro, Paraná Clube e Santos empatam em  0 a 0 na Vila Capanema.
O Paraná Clube jogou com: Régis; Denílson, Marcão, Ageu e Guilherme; Hélcio, Paulo Miranda, Pichetti ( Sílvio) e Claudinho; Maurílio e Saulo.  o Técnico era Paquito.

1998
Na partida válida pela 22ª rodada  do campeonato brasileiro, Paraná Clube vence a equipe do Flamengo por 2 a 1 no  Estádio Erton Coelho de Queirós. 
Arinelson aos 42 minutos do 1° tempo e Gabriel Silveira aos 18 minutos do 2° tempo marcaram os gols do Paraná Clube, que jogou com: Marcelo; Wilson, Hélcio, Milton do Ó e Ednélson; Fernando Miguel, Gabriel Silveira, Émerson e Cairo ( Lúcio Flávio); Arinélson ( Luciano Vianna) e Fernando Diniz. O técnico era Márcio Araújo.


Fernando Diniz  e Gabriel Silveira comemoram a vitória do Paraná Clube.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo, 19 de dezembro de 2009. 

2011
Na partida vália pela 36ª rodada do campeonato brasileiro, série B, o Paraná Clube vence a equipe do Guarani por 3 a 0.
Os gols foram marcados por Itaqui de pênalti, Dinelson e Giancarlo.







  




domingo, 11 de novembro de 2012

Diário Tricolor: 11 de novembro de ...

1923
Na partida válida pelo 1° turno do campeonato paranaense, o Palestra Itália vencia a equipe do Internacional por 5 a 1.

1934
Na partida válida pelo "Torneio Extra" o Ferroviário vencia a equipe do Coritiba por 4 a 0.

1951
Partidas válidas pelo 2° turno do campeonato paranaense: em Curitiba a a equipe do Água Verde vence por 3 a 2 a equipe do Atlético. Em Telêmaco Borba o Palestra Itália conquista uma grande vitória, ao vencer por 4 a 1 a equipe do CAMA.

1954
Nascia na cidade de São Paulo o atacante Zé Roberto ( José Roberto Rotta). Começou a sua carreira na equipe do Britânia em 1968 e no ano seguinte foi para a equipe do Primavera de Curitiba.
De 1971 a 1977 jogou pela equipe do Pinheiros.
Atualmente Zé Roberto mora  a poucas quadras do Estádio Durival de Britto em Curitiba.

Fotografia tirada no dia 22 de janeiro de 1977 antes da partida contra o Colorado que era válida  pela Taça Cidade de Curitiba.
Em pé: Jorge, Valdir, Indio, Osni, Reginaldo e Celso.
Agachados: Quincas, Vaquinha, Sergio Zaia, Carlos Ernesto e Zé Roberto
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1961
O Ferroviário e Central F. C empatam em 1 a 1 no amistoso internacional realizado na cidade de Montevidéu.
A equipe do Ferroviário jogou com: Paulista; Fernando Knaipp e Celso; Mililique, Antenor e Juarez;  Fernando Augusto, Paraná, Bídio e Nena.

1984
Partidas válidas pelo 3° turno,  11ª rodada do campeonato paranaense:
No Estádio Couto Pereira, Coritiba e Colorado empatam em 0 a 0.
Na cidade de Bandeirantes União e Pinheiros empatam em 1 a 1. Com esse resultado o time da Vila Guaíra conquista o 3° turno e garante a vaga para o quadrangular decisivo.

1990
Na partida válida pelas oittavas de final do campeonato brasileiro da série C, Paraná Clube e Bangú (RJ) empatam em 0 a 0 na Vila Capanema.
Com esse resultado o Paraná Clube garante a sua vaga para a série B do campeonato brasileiro de 1991.
O Tricolor jogou com: Carlão; Heraldo, Servilho, Castro e Ednélson; Marquinhos Ferreira, Carlos Eduardo e Adoílson, Maurílio, Serginho e Arizinho. Técnico: Rubens Minelli.


Fonte: Jornal Gazeta do Povo, 8 de outubro de 2012





segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Memória Tricolor: Savóia e Palestra Itália

Há 70 anos, o futebol do PR perdia a guerra


Um letreiro luminoso identificava a sede do Esporte Clube Savóia, na Rua Bento Vianna, no início dos anos 40. Forçada a mudar o nome do clube, a diretoria pensava em uma maneira de aproveitar a vistosa fachada. “A questão não reside em escolher nome bonito, tarefa fácil para quem tem boa memória ou um dicionário à mão, mas em unir o útil ao agradável”, escreveu em artigo na Gazeta do Povo, em 1942, um dos vice-presidentes da agremiação, Manuel H. dos Santos.
A prosaica preocupação com letras iluminadas retrata a dificuldade inicial do futebol em assimilar uma das maiores intervenções que o esporte já sofreu do estado brasileiro. A entrada do país na Segunda Guerra Mundial, em 1942, forçou times a mudar de nome, jogadores a atravessar o Oceano Atlântico para combater, imigrantes e descendentes de estrangeiros a conviver com perseguição nos gramados.
O ponto de partida ocorreu no dia 29 de janeiro de 1942, com uma portaria da Chefia de Polícia (equivalente da época à Polícia Federal) regulamentando o funcionamento de sociedades estrangeiras no Brasil. Entre as diretrizes, a necessidade de “nacionalizar” os nomes que fizessem menção aos países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão), o condicionamento da renovação da licença às entidades somente diante de autorização policial e a permissão para reuniões somente na presença de autoridades.
Menos de uma semana depois, o Palestra Itália, de Curitiba, passou a ser Palestra Paranaense. O rebatismo do Savóia foi mais demorado e polêmico. No intervalo de três semanas foram cogitados os nomes Orion, Atlas, Ivaí, Avaí, Guaíra e Iguaçu, além da fusão com o Guaíra Golf Club.
Após um jogo e duas semanas como Avaí – nome ideal para reaproveitar o luminoso –, o clube passou a se chamar Brasil Esporte Clube, com direito a bandeira e uniforme nas cores verde, amarelo, azul e branco. Não sem antes uma tentativa infrutífera de fusão com os palestrinos, algo que só se concretizaria quatro décadas depois, por meio de Colorado e Pinheiros.
O clube alviverde, por vez, suprimiu o Palestra, ficando apenas como Para­­naense. Ainda seria, mais tarde, Comercial e Palmeiras antes de retomar o nome antigo no pós-guerra. Uma confusão que aniquilou o tricampeão regional (1924, 1926 e 1932).
Dentro de campo o conflito também deixou sequelas. Breyer entregou a faixa de capitão do Coritiba um dia depois da nacionalização. O zagueiro ainda estava sob o impacto dos gritos de “coxa-branca, alemão e quinta coluna” proferidos pelo presidente do Atlético, Jofre Cabral e Silva, na final do Estadual de 1941.
“O Jofre dizia que quem era brasileiro torcia para o Atlético. O Coritiba era time de alemão”, conta Guilherme Costa Straube, do grupo Helênicos. “Nesse período a rivalidade se incendiou e o Atletiba virou clássico”, acrescenta o historiador, que ressalta o fato de o então presidente coritibano, Major Antônio Couto Pereira, ser getulista declarado para evitar perseguições institucionais ao “Alvinegro” – apelido do Coritiba na época.
Cada vez mais rivais, Coritiba e Atlético sofreram juntos com a saída de jogadores para combater na Itália. Moacir Vianna, que no fim da década formaria o lendário ataque do Furacão de 49, serviu no 6.º regimento de infantaria entre julho de 1944 e 1945. Com ele foram Mozart e Evandro. Neno e Altevir, atacantes do Coritiba, foram convocados em fevereiro de 1945, dias depois de terem sua transferência para o Corinthians acertada por 180 mil cruzeiros.
A guerra acabou em agosto de 1945. Vianna reestreou no meio de setembro, contra o Britânia. Neno (o Jeep) e Altevir (a Bazooka) voltaram direto para os Atletibas decisivos do Estadual daquele ano. Escalados sob protestos do Atlético, marcaram os gols da vitória coritibana por 2 a 1 no primeiro jogo. O Rubro-Negro venceria os dois duelos seguintes (5 a 4 e 2 a 1) e ficaria com a taça no penúltimo dia de 1945.
O ano seguinte começaria com o Coritiba reclamando da arbitragem da decisão e o futebol local sob o impacto da permanência no Ferroviário de Janguinho, grande craque da época. “A permanência de Janguinho caiu como uma bomba atômica”, noticiavam os jornais. Sinal claro de que, da mesma maneira que o futebol local demorou a entender a amplitude da nacionalização de 1942, demorou a se tomar a dimensão exata do ato que encerrou a guerra.




Fonte:

http://www.gazetadopovo.com.br/esportes/conteudo.phtml?tl=1&id=1314841&tit=Ha-70-anos-o-futebol-do-PR-perdia-a-guerra